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8 de janeiro de 2012

Ceia Inédita

O ano de 2012 já tem 09 dias eu com um monte de coisas para falar ainda de 2011.

O Natal de 2011 foi muito bom e inédito para nós. A Ceia foi na nossa casa nova e tive várias coisas inéditas.

Foi muito bom e com toda a familia da Ká pela primeira vez. Vieram minhas cunhadas, sobrinhos e primos da Ká, minha sogra, namorada do sobrinho, noivo da prima e foi aqueeela festa.

Desta vez não havia nenhum familiar meu porque minha irmã está na Alemanha (onde mora), minha mãe viajou e com ela foram meus tios e primos que constumam passar na casa dela. Meu pai também viajou.
E não ter um só parente por perto no Natal para mim foi inédito.

Eu participei literalmente da preparação da Seia, fui ao supermercado lotado na semana do Natal (enfrentei uma fila enooooorme as 10h00 da manhã, quem já foi sabe o que estou falando). Preparamos a casa para receber todo o pessoal que veio para dormir (18 pessoas), rs. Cortamos legumes, eu TEMPEREI O PERU (com a receita da minha mãe) ficou uma delícia, não sobrou nada. Quero deixar claro de que não era o tempero do Peru temperado kkkkkkk. Tive que lavar muito bem e tirar aquele tempero para fazer um novo.

Fizemos um amigo-ladrão. Eu não conhecia a brincadeira, é mais assim, estipula-se o valor do presente antes (mais ou menos), os presentes são colocados no meio do ambiente, sorteamos o número de pessoas e cada um por ordem crescente abre um presente. E se vc não fica contente com o seu presente pode roubar o do outro. Só o número 1 que não pode roubar de ninguém porque só podemos roubar o presente anterior ao nosso. Eu fui o número do 2 a Ká o número 6, ela tinha 5 presentes para escolher e realmente roubou o presente do sobrinho (mais velho que ela, rs).

Conseguimos acomodar todo mundo quase que confortavelmente, rs. Mas nem todos dormiram em casa. Minha mãe consedeu a casa dela e isso facilitou demais a nossa vida. E nos espalhamos para dormir.

No dia seguinte fizemos um almoço maravilhoso que já estava adiantado por precaução no dia 24. E depois do almoço todo mundo foi embora e deixaram a louça lavada, rs.

Foi tudo maravilhoso, a energia, a alegria, a comida, os presentes, os abraços, a alegria das crianças recebendo os presentes deixados pelo papai Noel. E tudo, exatamente tudo em fez me sentir grande, adulta de verdade sabe? Eu não tinha ninguém por perto além da Ká (que não gosta nenhum pouco de cozinhar) e depois tive sim a ajuda das minhas cunhadas. Mas minha mãe, tias, primas ninguém estava alí e tudo saiu tão bom, tão perfeito para nós.

Espero que neste ano conseguimos reunir os parentes de ambas.

Bjos

28 de novembro de 2011

Gerados no coração...

Esse fim de semana foi uma delicia, na sexta feira dia 25 meu amor e eu fomos ao cinema assistir Crepúsculo - Amanhecer (Parte I). Eu tenho lá minhas críticas sobre essa saga porém eu gosto, achamos a Alice tudo de bom, rs.

Mais foi uma delícia assistir o filme com meu amor, namorando um pouquinho e descontraindo. Depois jantamos no shopping mesmo e fomos embora para tentarmos dormir cedo pois sábado tinhamos compromisso.

No sábado eu fui ao meu cabeleireiro que fica do outro lado da cidade pois eu moro na Zona Sul e o salão fica em Itaquera - Zona Leste de SP.Liguei para saber se os pedreiros tinham vindo trabalhar (pois é, eles trabalham em 3 pessoas para adiantar a obra), como não conseguimos falar com ele durante a semana, restava a dúvida. Respeirei bem aliviada quando minha mãe disse que sim e que meu pai estava lá coordenando tudo (esse assunto renderá outro post).

Meu cabeleireiro é homossexual também e trabalha com o marido, juntos eles tem o salão, mas o marido dele não é cabeleireiro. Os dois são muito legais e agora fizemos mais amizade e vamos marcar de sairmos juntos.

Na volta uma mulher com uma menininha linda no metrô me pediu informação sobre um endereço lá na Zona Norte e como já comentei aqui a familia de origem da Ká mora lá. Eu a orientei e como iriamos para o mesmo sentido disse a ela que tudo bem se ela quizesse me acompanhar.

Começamos a conversar e claro que a criança virou o assunto e eu perguntei se a nene era sua filha e foi aí que ela contou a história da criança. Contou que a adotou pois a mãe dela é uma conhecida e quando a menina completou um ano a mãe apareceu na porta dela e deu a menina e foi impossivel não cuidar daquela coisas mais fofa que hoje está com 2 anos e meio, fala tudo e é uma simpatia.

No meio da conversa a moça soltou: a moça que mora comigo...e eu já pesquei. Cu-rioooosa que só eu perguntei: E só moram você a nene e moça? Ela prontamente respondeu que sim. E aí tive coragem de perguntar: Vocês são casadas? E ela respondeu que sim, há 10 anos. E aí eu falei também que sou casada com uma mulher.

Rimos muito e achamos uma coincidência enoooorme. Contei para ela que frequentamos o grupo Projeto Pequena Sementeira, trocamos telefones e queremos marcar para as nossas maridinhas também se conheçam.

No metrô ao nosso lado havia outra moça ouvindo a nossa conversa e se envolveu na conversa, contou que aos 18 anos estava namorando o seu atual marido e ele estava de plantão no SAMU uma noite e socorreu uma mulher que estava para dar à luz. Essa mesma mulher informou à esse rapaz de que não queria a criança e logo que a bebê nasceu uma outra enfermeira brincou com ele dizendo: Já foi ver a sua filha? O rapaz ligou para a namorada e informou o que estava acontecendo e ela aceitou ter para ela o graaande amor da vida dela (ela descreveu assim). Essa moça disse ter ficado com medo (claro) e chegou a repensar a decisão, mas quando a bebê chegou em casa que ela olhou já foi amor a primeira vista e nunca mais elas se desgrudaram. Hoje essa criança tem 7 anos e ha pouco mais de 3 anos eles conseguiram a guarda definitiva dela.
Ela também contou que uma vez ao chegar da escola a filha dela perguntou: Mamãe porque você é pretinha e eu sou branquinha? E ela respondeu porque você é minha filha daqui (apontando para o coração).

Eu fiquei super emocionada com as histórias. E vi naquele momento mães conversando sobre suas filhas e eu contando sobre o nosso sonho da maternidade. Mulheres, independentemente de homo ou hétero.

Duas crianças liiiiinnnndas que tiveram final feliz mostrando mais uma vez que familia é muito mais que laços sanguineos. E me encorajando ainda mais ha lutar pelo meu sonho.

Bjos

16 de novembro de 2011

Feriado Prolongado...e uma indignação.

Esse feríado para nós foi prolongado mas não viajamos.

Fomos para casa da minha sogra que fica na Zona Norte de são Paulo e aproveitamos muito, vimos vários amigos nossos que na verdade me adotaram como amiga também pois são os amigos da Ká de infância.

No sábado fomos ao aniversário de 18 anos do filho de uma amiga da Ká, no domingo voltamos para mesma casa e inventamos um churrasco durante toda a tarde, na segunda fomos ao aniversário do marido de outra amiga da Ká e na terça ficamos dentro de casa para a alegria da minha sogra que quer toda a nossa atenção quando estamos lá, rs.

Na segunda feira a minha cunhada foi trabalhar e deixou a filhinha dela de 4 anos com minha sogra e conosco consequentemente.

Quando nos conhecemos ela tinha 3 meses de vida. Um bebê tão gostoso, carequinha. Fofa da titia. E eu coruja que sou adoro acompanhar o crescimento dela, vamos as festinhas da escola e eu sou a paparazzo dela, rs.

Foi super natural a Laura me chamar de tia, porque eu estou na vida dela desde sempre. E esta segunda-feira (14.11) estavamos na cozinha e ela me falou assim: Oh tia Rê, sabia que eu amo toda a minha família, eu amo todas as pessoas que são da minha família. Eu amo você e amo a tia Ká! (Nem preciso dizer que fiquei emocionada, né). E eu disse para ela: E a tia Rê também te ama muito.

Depois ela foi para sala e falou para a Ká que ama todas as pessoas que são da familia dela e disse: Eu amo você e amo a tia Rê.

Uma gostosura de se ver. Agora ela já fala tudo, não tudo certo ainda, mas tem um vocabulário riquíssimo já e está cantando e falando várias palavrinhas em inglês. Linda demais.

O engraçado é ver como as crianças reconhecem o nosso amor. Uma vez quando ela era bem pequena, um aninho mais ou menos a minha sogra sempre perguntava: Quem ama a Lala? E ela respondia: A vovó ou a mamãe. Uma vez a vovó perguntou: Quem ama a Lalá? E ela respondeu a tia Rê (detalhe: eu não estava lá), mas a minha sogra nos ligou e contou.

Uma outra vez eu estava lá e a minha sogra perguntou a mesma coisa e a Laura respondeu de novo a tia Rê. E então a minha sogra falou, não, a tia Rê não ama você, quem ama é a vovó, a sua mãe e a tia Ká. Aí a Laura me olhou e falou: Ama sim! O olhar dela me perguntou, mas ela não, ela afirmou que eu amava e eu disse: Ama sim, né Laura, a tia Rê ama muito e ela sorriu.

Se minha sogra estava brincando ou não eu nunca perguntei, mas achei o comentário dela bem sem graça. Mas a MINHA SOBRINHA sabe que eu a amo e me considera da família dela assim como ela é da minha e faz parte da minha vida.

Família não é apenas laço sanguineo, é afeto, cuidado, proteção, dedicação, referência. Laços de amor que são criados muito além de DNA.

Por isso minha indignação sobre o caso do menino Nicolas 2 anos que virou um anjinho no dia 14.11, segundo a polícia vítima de maus tratos por sua mãe e seu padrasto em Ribeirão Preto/SP.

Essa criança foi mantida no meio "familiar" quando foi destituido de sua mãe que é dependente química, sua guarda foi dada a sua avó, mas ele não estava com a avó como deveria.

Talvez ela tenha acreditado que sua filha havia melhorado, que talvez iria mudar, talvez ele foi passar apenas alguns dias com a mãe. Triste, muito triste saber que não importa as respostas agora. O garotinho sofreu e morreu. Entrou na estátistica de filhos mortos pelos próprios pais, vítima de violência doméstica. Mortos por aqueles que deveriam proteje-los.

Ser mantido no ambiente "familiar" porque tem vínculo sanguineo nem sempre é a solução.

Para o anjinho: O céu.
Para os culpados: Cadeia.

E para o mundo PAZ.

28 de outubro de 2011

A Fé faz o Herói

"O impossível é pra quem não tem um sonho
e não crê que pela fé tudo é capaz
Inalcançavel é pra quem não tem o dom
de transformar desejos em pontes pra chegar

Refrão

Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo aí vou eu
Flecha veloz nas mãos de Deus
Vai em frente o mundo é seu
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de vocêsó realiza quem constrói
a gente nasce pra vencer

Imbatível É quem faz de cada luta
um degrau pras fortalezas alcançar
Invencível E que nem pensa em desistir
Faz dos espinhos trampolins pra chegar lá

Refrão

Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo aí vou eu
Flecha veloz nas mãos de Deus
Vai em frente o mundo é seu
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de você só realiza quem constrói
a gente nasce pra vencer

O pódium é sim o teu lugar
Mira no alvo então pra conquistar
O pódium é sim o teu lugar
Seja a flecha que vai a um lugar ao sol

Refrão

Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo ai vou eu
Flecha veloz nas mãos de DeusVai em frente o mundo é seu
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de você Só realiza quem constrói
A gente nasce pra vencer
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de você
Só realiza quem constrói
A gente nasce pra vencer

A gente nasce pra vencer"

Muita fé e muitos sonhos à todos.

Bjos

Minha fé me acalma

Após o episódio da reforma que não deu certo, ou melhor não deu da forma que planejávamos eu fiquei triste e na verdade um pouco frustrada como já havia falado aqui.

O quarto do (s) filhote (s) vai ter que esperar um pouco mais e naquele dia eu fiquei o dia inteiro pensando nisso, não conseguia parar de pensar e para me destrair estava na internet olhando qualquer coisa. Acessei o youtube e estava procurando uma música da qual gosto muito e ao lado apareceu um vídeo de uma menina que eu nunca havia ouvido falar na vida.

Acredito em Deus e acredito no prósito das coisas, tenho muita fé e acredito piamente em seu amor, na expiação de Jesus Cristo. Sei que ele ouve as nossas orações, ele sabe de todas as coisas e devemos fazer a nossa parte e ter fé e todas as outras coisas nos serão acrescentadas.

Acho que minha fé me acalma e ela muitas vezes é a única coisa em que posso me apegar para continuar... Quando tudo parece perdido, paro e penso: calma, nada é por acaso nesta vida, não era para ser assim, não nesse momento, tudo tem seu tempo e por aí vai.

E não sei porque cargas d'água eu cliquei nesse vídeo. Vou confessar que para mim foi uma resposta que me tocou tanto que resolvi (mesmo depois de tanto tempo) compartilhar com vocês.

O nome da música é: A fé faz o herói, de Beno César e Solange de César, interpretada por Gabriela Rocha cujo qual me tornei fã desde então (ela é muito talentosa).

Segue abaixo o link e (não sei quem vai ler esse post) estou compartilhando porque quem sabe também será uma resposta ou uma injeção de ânimo como foi pra mim.

http://www.youtube.com/watch?v=UTY45e-cVnE&feature=colike

Para não deixar este post tão grande vou postar no próximo a letra dessa canção.

Bom sonhos

4 de outubro de 2011

Só faltou o meu Amor...

Depois de todo o nosso sofrimento com a questão da Ká ela entrou de "férias" (está afastada do trabalho).

Não contávamos com isso (óbvio) e alguns planos vão precisar ser adiados. Porém era recebeu um convite indispensável pois a minha cunhada (irmã dela) esteve de férias e essas foram bem vindas e planejadas, rs, e gostaria de viajar, foi então que convidou a Ká.

Ela me ligou no meio do dia para falar sobre o convite e ficamos muito felizes, mas pensamos e repansamos e por conta do meu trabalho eu não poderia ir, uma semana (de 3 a 8 de Setembro) seria muito tempo na ocasião, mas eu a insentivei a ir (o que nem seria muito necessário rsrsrs).

Acredito que era uma oportunidade ótima e dela neste momento. Então porque me opor?

Já fomos a Porto de Galinhas juntas e lá é tudo lindo, o lugar é sensacional e as pessoas muito muito receptivas.

E por incrivel que pareça, eu, contanto para uma super amiga nossa que a Ká iria viajar ela me falou: Rê vamos para Brotas,

29 de maio de 2011

Sonhando com vocês

Todos os dias pensamos em vocês, falamos e planejamos vocês. Falamos com vocês na esperança que já estejam nos ouvindo.

As vovós falam que bebê dá muito trabalho mas que não existe amor maior, alegria maior. Que uma mulher e uma família fica completa de verdade depois de ter um filho.

Esta semana recebi uma mensagem de uma amiga que dizia: Seus bebês estão bem próximos de vocês, podem acreditar! Eles já estão sendo gerados no coração e na vida de vocês. E a mamãe ficou toda emocionada.

Na última sexta-feira do nada uma amiga da mamãe (Camiga, rs) começou a falar com nossa filha e falou o dia inteiro no trabalho, brincando, falando, rindo com você filhinha. A mamãe Rê riu muito e contou pra mamãe Ká por celular mesmo, antes de chegar em casa e ela riu muito também.

Filhos, as mamães já amam vocês, desejam vocês. Planejam mil coisas por vocês e para vocês. E já pedimos por vocês para o Papai do Céu e recebemos respostas.

Agora não é o momento ainda, mas ele está chegando, já sabemos. E não importa quanto tempo ainda seja preciso, aguardaremos anciosas e felizes porque sabemos que vocês virão.

Algo me diz que já fomos escolhidas por vocês, é o meu instinto de mãe que diz e ninguém mais. E se Deus nos dêr está benção, será a maior entre todas. Peço para termos vida, saúde e dicernimento para sermos boas mamães em todos os dias e já tenho certeza de que não acertaremos em tudo, mas faremos tudo com muuuuuito amor.

Não importa se menino ou menina, meninos ou meninas, as mamães desejam e esperam por vocês mais do que uma criança espera o papai Noel todo ano.

"Nunca te vimos", mas já te amamos.

Beijos para todas as mamães e futuras mamães que sabem exatamente do que estamos falando.

Boa noite

17 de abril de 2011

Sem sonhos, sem sentido

Oi filhos!

A mamãe não consegue nã pensar em voces. Ou imaginar que passará uma vida inteira sem voces chegarem. Não. É impossível.

É impossível não pensar em quanto iremos gastar em fraldas, mesmo que algumas sejam de pano. Como será sentir o seu cheirinho que vai ficar gravado para sempre em nós.

Como seu choro vai nos preocupar e dar outro som a nossa casa. Como seu sorriso será o mais lindo e único e as mamães vão achar voces os mais lindos do mundo e nascerão com as únicas carinhas que não serão de joelho, rs.

É impossível olhar acessórios e roupas de bebês sem pensar que um dia seremos nós a ficar para lá e para cá olhando as promoções de lojas infantis e acabar levando tudo que não está na promoção rs. Como tudo irá mudar, até o cheiro do nosso lar, nossas noites de sono ou sem ele, as idas frequente ao pediatra e os telefonemas incansáveis para as vovós perguntando de nossa primeira infância só pra saber se bocejar seis vezes ao dia é normal, rs.

De como será quando formos as festinhas infantis, de como será o primeiro dia na pré-escola, na escola, no cursinho, na faculdade. Dos comentários inevitáveis com as outras mães corujas.

De como você ficará com a chupeta verde, rosa, azul, lilás, dentro daquele macacãozinho que você ganhou da madrinha, do titio, do colega de trabalho de uma das mamães, como você ficará lindo (a) de chinelinho, de sandália, de tênis, descalso na areia, de maiô, biquini, sunga. Da emoção de ouvir vocês falarem: mamãe pela primeira vez e depois de alguns anos falarmos: ê nome doce que não sai dessa boca, rs.

Das reuniões escolares e das escursões cheias de descobertas e alegrias, do primeiro namorado (a), da primeira viagem sem as mamães (ai, nem quero pensar). Das baladinhas, das festas que vamos buscar (contra a vontade de vocês, é claro). De como será ver voces fazerem birra e fingirmos que não vemos só pra aprenderem que não é gritando que conquistamos as coisas. Ou ter que contar até 5948060583842776 antes de falar alguma coisa depois que vermos o que voces fizeram na parede que acabamos de pintar com aquele jogo de canetinha ou carimbo que a vovó deu.

Tarefa díficil essa de ser mãe, né?

Mas mais dificíl é imaginar que a vida será completa sem vocês. Que terá sentido ter passado por essa vida sem essa dádiva. Que passaremos anos e anos juntas e quando partirmos dessa vida não deixaremos a continuação de nós para contar nossa história. Sem imaginar que as rugas que tivemos foram apenas sinal da nossa juventude doada a voces e que voces desfrutarão por muitos anos até que venham nossos netos, para quem continuarão todo o nosso trabalho de cuidados, amor, dedicação e educação em triplo porque eles terão várias avós para estrága-los, rs.



Imaginar a vida sem voces é mundo lindo sem ninguém para compartilhar. Uma vida sem sentido, um trabalho sem fundamento. Então hoje a mamãe Rê vai deixar aqui pra voces uma frase (que não conheço o autor, acredito que seja de um blog muito fofo que vi nas buscas pela internet), mas que é uma tradução do que penso da vida sem vocês no nosso futuro:

Sem sonhos, a vida é uma manhã sem orvalho, um céu sem estrelas, um oceano sem ondas, uma vida sem aventuras, uma existência sem sentido. Me faz sonhar os teus sonhos Deus, para que os meus sonhos não se tornem falhos.

As mamães desejam muito voces, seja um de cada vez, sejam juntos, seja um (a) ou sejam mais de dois. Voces serão planejados, queridos e amados incondicionalmente.

Lindos sonhos a todas as familias e pessoas do bem.

6 de abril de 2011

A importâcia das coisas

Hoje fiquei me lembrando de quando meu amor e eu nos conhecemos e como as coisas chegam ser engraçadas. Quem diria que aquele beijo daria em casamento? Nós. rs

Desde o primeiro beijo nós duas já sabiamos que seria algo a mais. E foi fascinante quando fui comentar com ela a sensação daquele beijo e ela me relatou exatamente a mesma sensação. Foi maravilhoso.

Hoje olho nossa casa, me olho por dentro e vejo quanta coisa mudou em mim, o quanto ela mudou também, o quanto alguns sonhos já foram realizados e corremos atrás dos outros.

Em outro post eu conto mais detalhes. Por que hoje quero dizer o quanto ser quem você realmente é não é uma tarefa fácil, mas é muito prazeroso.

Eu sou muito ligada a detalhes de tudo e acho que todos os dias são para nosso aprendizado, mesmo que seja um dia comum ou sem detalhes tão grandes que te façam sentar e refletir. Mas todos os dias são únicos.

O dia que me assumi pra mim foi único, o dia que me assumi pra minha mãe foi único e o dia que minha mãe me assumiu pra todo mundo não foi único porque ela ainda vive falando por aí rsrsrsrs. Pois é minha mãe me ajudou muito na questão de me assumir pelo simples fato de ela apresentar minha esposa por aí como nora, ou como Genra, como ela costuma chamar.

Desde que confessei pra minha mãe (pois ela disse que já "sabia") ela nunca escondeu que sou homossexual pra ninguém e isso me ajudou muito.

Claro que nem por isso deixei de ouvir algumas coisas que me magoaram por ela e pelo meu irmão, mas são águas passadas e a aceitação foi tão mais importante que prefiro falar sobre isso. Tudo isso me fez crescer, me fez me olhar como gente grande, adulta, sou responsável por mim, me amo ao ponto de não deixar determinadas coisas passarem batido como se nada tivesse acontecido. Não. Então me defendi e só aí é que as pessoas sabem o quanto nos fazem tristes ou felizes, quando falamos, afinal, ninguém tem bola de cristal.
Já meu pai e minha irmã, sem palavras pra esses dois, que me amam e me aceitam e sempre foi assim.

Mas quando nos assumimos, nos aceitamos o sabor dos dias são tão diferentes. As coisas tem um brilho tão diferente. Eu acho até que é por isso que o símbolo gay é o Arco-Íris, porque o mundo fica colorido ou volta a ter cor.

Vejo nas coisas do dia a dia como é bom quando encotramos nossos familiares, quando eles nos visitam, quando comentamos algo sem medo, tipo: Na nossa casa... ou nós queremos...

Na última sexta-feira 01.04 recebemos a notícia de que a avó da Ká (que eu tb chamava de vó) havia falecido. Aos 95 anos chegou ao fim sua trajetória nesta vida.

E lá estava reunida toda a familia da Ká, mãe, irmãos, tios, primos, sobrinhos e seus respectivos esposos (as). E eu estava lá, ao lado da minha esposa para consolá-la, para abraça-la e até sorrir em alguns momentos porque afinal não é todo  mundo que tem a mesma sorte de viver todo esse tempo, feliz e saudável. Mas eu estava lá. E podia estar lá como companheira e esposa da Karina, assim como posso estar nas viagens, em casa, nos jantares, nas festas. Mesmo aqueles que não nos perguntaram sabem, é impossível não saber.
Mesmo em um momento que não era bom, foi bom poder estar ao lado dela.

Momentos importantes, tristes, simples, felizes mas estamos alí ao lado uma da outra e ser assumidas tem sim o seu valor, mas nenhum valor é maior do que poder estar ao lado de quem se ama.
Não tem preço.

Bjos

19 de março de 2011

Filha você é linda

Aiii que saudade do me cantinho.

Saudade de ver todos blogs e não ter tempo pra comentar em nenhum, rs.

Pois é esses dias não tenho tido tempo nem pra isso.

Muito corre-corre, muito mesmo, parece que trabalho té dormindo, mas isso já vai passar, vou conseguir dormir e não sonhar com trabalho e com o futuro.

Mas no meio de tantos sonhos com papéis e solicitações (parece que trabalho na bolsa de valores, as vezes) eis um sonho pra me lembrar porque tudo isso agora, sonhei com a nossa filha. Ai que gostoso.

Ela já tinha 9 anos era linda, linda. No sonho estávamos saindo pra trabalhar cedinho (parece uma coisa, rs) e íamos levá-la a escola, conversando.

E eu a chamava pelo nome: Eloah.

Tudo bem que esse seja uma sugestão de nome, nós duas já pensamos neste e outros também. Mas era tão claro e quando eu a chamava ela respondia, é falante como eu, mas reservada igual a mamãe Ká.

Melhor ainda é saber que um dia você deixará de ser um sonho e estará aqui. O mais legal é que as mamães sempre sonham com vocês bebês, mas já não é a primeira vez que a mamãe Rê sonha com vocês assim grandinhos.

Filha não importa seu nome, se você será parecida comigo ou com a mamãe Ká, o que importa é o quanto já a queremos e o quanto você faz parte do nossos sonhos, dormindo ou acordadas.

Hummm vou dormir com essa sensação de mãe hoje.

Bjos no coração

5 de fevereiro de 2011

Elis: Felicidade

Procurei ontem a noite pela internet o significado do nome Elis, não encontrei. E fiquei pensando que meu post começaria com esse assunto.

Mesmo não encontrando na net, dei eu mesma um significado de Elis: FELICIDADE.

Veio ao mundo na manhã do dia 02/02 mais uma princesinha para alegrar nossos corações.

Elis filha das mamães Aggy e Bel do blog: Minhas duas mamães, veio ao mundo através de parto natural em casa, na água.

Eu não poderia deixar de comentar e parabenizar as mamães pela coragem e a mamãe Bel pela força e determinação. (Já eu não sei se tenho a mesma coragem ou a mesma força e por isso as admiro imensamente).

A Elis é linda e tem um rostinho tão feliz. Vimos as fotos e estamos muito felizes, muito mesmo com a perfeição Divina que mais uma vez mostra sua força e o milagre da Vida.

Desejamos que ela cresça com muita sáude, paz, amor, respeito e uma bóia pra não se afogar na baba das mamães kkkk.

Felicidades para as três e estamos aqui assistindo virtualmente esse momento lindo.

Bjos a mais uma familia que se completa.

4 de fevereiro de 2011

Pensamentos e sentimentos que me levam...


Tem coisas que são tão pessoais, tão suas, que mesmo que você fique horas explicando ninguém vai entender.

Não vai entender, horas por que não quer entender, horas porque é melhor não entender e horas porque cada um tem o seu jeito e sua forma de entender.

Minha mente não para um minuto, o que muitas vezes é bom, já outras é uma tortura porque as coisas não acontecem na mesma velocidade em que os pensamentos acontecem.

Minha mãe diz: não tenha pressa, pois nem o mundo foi feito em um único dia.

Não foi feito mesmo, tenho que concordar. Eu nasci sem roupa, sem dente, sem andar...o tempo passou e agora ando vestida, tenho todos os dentes (que bom) e sei e posso andar (Graças meu Deus te dou por esta benção).

Não tenho tudo quero, mas amo e agradeço por tudo que tenho.

Existem coisas que você tem e que só vc mesma enxerga. Como uma mala que carregamos com todas as forças. As vezes ela parece que é pesada, cheia de coisas boas, sentimentos e valores. Mas outras vezes ela parece que está vazia, porque não esta cheia daquilo que as pessoas esperam (dinheiro, jóias, riquezas materiais).

O que tenho materialmente falando, ainda não é o suficiente pra mim, ainda não é a meta que estipulei como pessoa e como casal. Mas isso não me faz menor, não me faz menos importante, menos bonita ou menos inteligente.

Nem todos os meus amigos tem formação academica, falam várias linguas ou conhecem diversos países, mas cada um deles traz consigo sua história, sua bagagem de vida, seus amores resolvidos ou não, seu conhecimento de vida, o que nenhuma faculdade consegue ensinar.

Não tenho poder aquisitivo favorável, tenho que trabalhar e lutar pelo que quero. Mesmo sendo muito sonhadora, acordo pela manhã para correr atrás dos meus sonhos.

A nossa casa cabe todas as pessoas que eu quero compartilhar momentos únicos. Cabe meu amor e eu confortavelmente, cabe nossos amigos, nossos sobrinhos, nossos familiares (como visitas). E não é uma casa. É um lar, o que é bem diferente.

Os meus pensamentos me dizem tantas coisas incapazes de serem descritas, me levam a lugares que nunca fui, me trazem as coisas que nunca tive porque acredito que: PENSAMENTOS MATERIALIZAM COISAS, então são muito importantes pra mim. E os meus sentimentos, tão amados sentimentos me fazem ser o que sou e chegar até aqui.

Bjos no coração

27 de janeiro de 2011

Três anos de VIDA

Ontem foi um graaannndeeee dia pra nós.

Foi nosso aniversário de namoro. E eu preparei uma surpresa para meu amor.

Fui ao supermercado, comprei alguns igredientes para o almoço e para fazer um bolo.

Foi engraçado porque deixei para comprar os ovos perto de casa (para não quebrar no caminho e...não tinha ovos no mercadinho aqui ao lado, adiantei o almoço e corri ao supermercado mais uma vez. Comprei rapidinho e quando cheguei em casa...não tinha o acuçar rsrsrsrs e o leite apenas em pó, mas aí foi fácil. Improvisei colocando leite condensado na massa e o leite em pó também. O melhor é que ficou uma delicia, o recheio foi doce de leite e a cobertura com creme de leite  e chocolate em pó. A receita deu certo e meu amor ficou super feliz.

Mas a comemoração ainda não acabou, ganhamos de uma super amiga nossa, uma cortesia em um ÓTIMO hotel aqui em São Paulo no próximo final de semana. Hummm, depois eu conto, mas não em detalhes, rs.

E em uma data como essa fiquei pensando a rápidez em que o tempo passa. Ontem éramos colegas de trabalho e hoje já fazem 3 anos juntas (dois de namoro e um de casamento). Ontem adorávamos ir para a balada, hoje amamos o nosso ninho. Só precisavámos pensar em nós e hoje, temos que multiplicar tudo em duas.

Ah adoravel vida, que apesar das dificuldades tem sido bem legal conosco. Temos saúde, paz, amor, coragem, esperança de dias melhores, tolerância, sonhos e gratidão por Deus nos conceder tudo isso.

Eu sempre pedia em orações alguém que eu amasse de verdade e que correspondesse a esse amor, que quizesse um relacionamento sério, que também quizesse ser mãe, uma pessoa que estivesse comigo em todas as horas e que me tirasse pra dançar a qualquer hora do dia.

Obrigada Deus por 3 anos de VIDA feliz. Obrigada por ter minha família. O senhor ouviu minhas orações, eu só esqueci de dois detalhes, mas deixa pra lá, eu não queria alguém perfeita rsrsrsrrs. O senhor me deu exatamente o que eu pedi, ela é linda e perfeita pra mim.

Bjos no coração

26 de janeiro de 2011

E para alegrar: Mariah



Estava eu postando sobre tentar não querer ter nossos filhos (o que definitivamnete é impossivel) e de-repente vou visitar o Blog: Duas mães e uma vida, das nossas amigas virtuais e recebemos a noticia maravilhosa da chegada da Mariah. Linda, cheia de vida, saúde.

Por um momento tive a sensação de ter até ouvido o chorinho dela.
Acompanhamos por meses a espera dessa menininha tão planejada e amada. Esperamos também com muita ansiedade, participamos dessa linda espera. E vibramos ao receber essa maravilhosa noticia.

Veio ao mundo com 3.050kg e 49cm mais um sonho realizado, mais uma criança planejada com muito amor, vem ao mundo a esperança do mundo melhor, cheio de amor e igualdade. Chegou ao mundo em 24.01.11 o grito mais silêncio do amor entre duas pessoas que sonham e lutam.

Veio mais um sinal de que estou certa no meu raciocínio, no meu sonho. Mais uma vez a voz dentro de mim diz pra eu continuar caminhando porque estou no caminho certo, estou no caminho que me levará ao amor mais sublime, verdadeiro e inabalável.

Obrigada Ti e Piu por compartilhar este momento conosco. Mariah: você já trouxe alegria até mesmo para aqueles que não estão pessoalmente presentes, mas que com certeza você já mora no coração. Você alegrou nossas vidas.

Bjos no coração.


24 de janeiro de 2011

Eu tento não querer

Sou muito observadora apesar de bem falante. Adoro ouvir a história das pessoas e acho que elas mostram muito de suas histórias através dos atos, então observo-as.

Olho os idosos, os jovens, os adolescentes, as crianças, os bebezinhos e as gestantes quase não consigo desviar o olhar. Saiu de casa parecendo uma criança que está conhecendo o mundo agora, porque afinal, estou. Em cada um existe um mundo de coisas diferentes e eu moro em um mundo chamado São Paulo.

A Ká chega a dizer que eu tenho um dom, em que as pessoas me olham e contam suas histórias rsrs. Pode ser que seja mesmo um dom quem sabe.

E nessas de ouvir as histórias, ouço várias sobre a maternidade. O jeito diferente de cada uma cumprir o mesmo designo de ser: Mãe.

Dou muita risada e choro também com as histórias, as vezes choro de rir.

O que me impressiona é que, com tantas coisas negativas que ouço sobre a maternidade eu não consigo não querer ser mãe.

Já pensei em desistir porque afinal as pessoas falam que tudo muda e que não há mais liberdade e também que eles tomam todo nosso tempo, inclusive ocupam todo o nosso salário. Já ouvi tantas vezes: Nooooossa, filho é muito caro (realmente deve ser, eu imagino só de olhar roupinhas e brinquedos, imagina escola e tudo mais).

Já ouvi a história de partos de uma forma racional e não emocional, ai ai, foi bem engraçado e também realista, essa mãe que é uma amiga de infância da Ká, disse que nunca mais na vida dela terá outro filho rs.

E aí eu tento de novo olhar as coisas pelo lado racional, pelos custos, pelo tempo, por não poder dormir até mais tarde no final de semana e nem pegar Sol na praia a qualquer hora do dia (quando formos pra lá), por ter que pensar dez vezes antes de sair quando a previsão do tempo disser que vai chover no final da tarde ( e São Paulo, todo sabe, terra da garoa). Penso que terei que gastar horrores em fralda até que desfralde e depois que sair da fralda vem a escola (mais gastos). Em nunca mais dormirmos tranquilamente, em não poder mais fazer amor a qualquer hora ou em qualquer lugar da casa. Em todos os brinquedos carézimos que enxem os olhos da criançada e aí não dá pra dizer: Não.

Eu tento não querer de novo quando penso nas crises da adolescencia, nas perguntas e respostas inexperadas que vamos receber. Ai ai, pensamos, pensamos e pensamos novamente em tudo isso. Por um momento desistimos.

Então pensamos em como nossa casa vai mudar e nossa vida também. Que eles vão acordar no meio da noite, que vão chorar quando cair, que vão rir com nossa cara de bobas e ficar morrendo de vergonha quando chamarmos de bebê na frente do amigos adolescente, rs. Pensamos que são eles que vão nos chamar de mães e nos amar, nos achar as rainhas quando chegarmos no final do dia em casa.
Pensamos que eles serão a continuação da nossa história quando não mais pertencermos a este mundo. Vão contar e viver histórias que nos farão vivas pra sempre. São eles que farão um amor incondicional nascer em nós para nunca mais sermos as mesmas.

Então quando pensamos em todo o lado negativo, pensamos que será bom também passarmos por isso porque afinal, que tipo de amor seria esse se não tranformasse nossas vidas pra sempre?

Bjos no coração

14 de janeiro de 2011

Encontros e despedidas

O mês de Dezembro de 2010 foi muito importante pra mim, foi o reencontro com minha irmã.

Eu estava muito ansiosa com a chegada dela, não apenas pela saudade, mas por tudo que ela representa pra mim. Ela mora na Alemanha e decidiu viver na Europa ha alguns anos o que foi uma coisa muito boa mas ao mesmo tempo dolorosa pra mim e pra ela também com certeza.

Sempre fomos muito ligadas apesar de termos quase 7 anos de diferença de idade. Quando eu era uma criança ela já era adolescente e quando eu era adolescente ela já era adulta. Nós sempre conversamos muito, ela cuidava de mim quando eu era criança, me dava mamadeira, eu dormia com ela, ela me levou a primeira vez ao cinema (assistimos A Bela e a Fera) e chorou de felicidade quando eu fui ao Rock-in Rio em 2001 porque eu estava realizando um sonho (que meu irmão ajudou a realizar).

Me lembro que ela sempre me perguntava qual era meu sonho, o que eu queria ser quando eu crescesse. Eu muitas vezes respondia que queria ser mãe de muitos filhos, hoje isso mudou um pouquinho porque ainda quero ser mãe, porém de uma quantidade menor de filhos rsrs. E falávamos de tantos outros sonhos.

Quando morávamos todos juntos éramos muito cúmplices (ainda somos), mas ainda sim era diferente, era gostoso. Eu sabia que meu irmão dirigia em alta velocidade e sabia que minha irmã fumava quando bebia. Quando minha ex-cunhada engravidou da minha primeira sobrinha, adivinha? E juntos arrumavamos soluções ou ensaivamos como contar as coisas pra nossa mãe (em casa o terror era a mãe e não o pai, rs, meu pai é bem mais calmo).

Quando ela se mudou me ligava chorando por tantos motivos e sempre falava, não é pra contar pra mãe e na primeira visita dela ao Brasil ela me perguntou se eu já havia beijado alguma menina (ela já sabia que eu ia há baladas GLS e etc.) e eu respondi que sim com tanta naturalidade e segurança. Ela também gosta de meninas, mas tenho certeza que se não fossemos amigas talvez jamais tocariamos no assunto como alguns casos que eu conheço entre irmãos/tio/primos homossexuais. Meu irmão que é hétero também soube antes que minha mãe, apesar de minha mãe saber desde sempre (ela falou, rs).

Daqui à pouco ela volta para casa,  mas existe uma benção entre tantas, que nós (ela e eu) agradecemos muito á Deus, não importa por onde andarmos, as escolhas que fizermos, o caminho que traçarmos, nada mudará a nossa condição de irmãs e de uma forma ou de outra sempre estaremos próximas.

São tantas boas lembranças, tantos acontecimentos. E por causa dessa relação entre nós e nossos irmãos é que decidimos que nosso (a) bebê terá irmãos, pelo menos um, aliás acho que só um (a), na tentativa de que eles também tenham tantas boas lembranças, aprendam a compartilhar momentos e terem um (a) grande amigo para ajudar a montar o quebra-cabeça de coisas que nossa memória as vezes esquece.

Bjos a todos

7 de janeiro de 2011

'Casais sofrerão menos preconceito', diz mãe que teve filhos com parceira

Adriana e Munira A mãe homossexual que acaba de ter reconhecido na Justiça de São Paulo o direito de registrar os dois filhos gerados a partir de óvulos doados por sua companheira comemorou a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) que, nesta semana, determinou que casais homossexuais tenham direito de acesso a técnicas de fertilização.

Adriana Tito Maciel deu à luz duas crianças em abril de 2009, após receber óvulos doados por sua companheira, Munira Kalil El Ourra. Os óvulos foram submetidos a fertilização in vitro. Mas só agora o casal homossexual obteve o direito de mudar a certidão de nascimento dos filhos para incluir no documento o nome da segunda mãe. A sentença judicial saiu coincidentemente na mesma semana em que o CFM divulgou a nova regra médica.
"Achei o máximo. No nosso caso, recorremos a este método e encontramos muitos casais que estão recorrendo. Acho que o Conselho Federal de Medicina não faz mais do que sua obrigação, porque todos temos direito. Agora, tendo reconhecimento deles também, facilita muito para os casais, que tinham muitas dúvidas e sofriam muito preconceito", afirmou.

Especialista em direito homoafetivo, a advogada de Adriana, Maria Berenice Dias, também comemorou a decisão da Justiça paulista e a nova determinação do CFM. "A resolução do conselho diz que qualquer pessoa pode utilizar essas técnicas. Antes falava que era só o casal. Com certeza foi uma evolução. Em primeiro lugar, muitas clínicas estavam fazendo. Isso estava impondo que as pessoas mudassem de estado para fazer a fertilização. Com isso, quebra a resistência dos laboratórios particulares e públicos", afirmou.

Maria Berenice, no entanto, está preocupada com o que percebe como uma tendência. Para ela, o rigor dos juízes e as duras regras para adoção de crianças no país contrastam com a facilidade cada vez maior obtida pelos casais, heterossexuais ou não, às técnicas de reprodução assistida, cada vez mais baratas e de mais fácil acesso. Resultado: um contingente cada vez maior de crianças aptas para adoção abandonadas em abrigos país afora. "A lei assusta e as pessoas estão desistindo e fazendo filhos. É uma caça às bruxas, uma lei muito perversa. Há uma insistência na ideia de que o local da criança é a família biológica. Não é. Pai e mãe é quem cria e quem embala, quem a criança conhece. Precisa acabar com essa burocracia horrível", afirmou.

Decisão
No início dessa semana, o juiz da 6ª Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, concedeu a Adriana e Munira o direito de registrar os filhos com dupla maternidade. Adriana recebeu os óvulos de Munira, que se submeteu a inseminação artificial. As crianças estão registradas provisoriamente apenas com o nome da mãe biológica. Assim como ocorre em todos os casos de fertilização, o nome do pai biológico, doador do material genético, não aparece na certidão de nascimento.

Com a concessão do mandado de averbação, que permitirá retificar o registro de nascimento, Adriana e Munira poderão procurar o cartório para fazer constar do documento os nomes das duas mães e dos quatro avós maternos das crianças.

"A gente espera por isso há dois anos e foi a melhor notícia. Vamos esperar por 15 dias para ver se haverá recurso e depois vamos poder fazer a tão sonhada certidão, com o nome da Munira", disse Adriana. Para ela, a decisão significa muitas conquistas para as crianças em termos de cidadania. "Dentro de casa não muda nada. As crianças nos chamam de mãe. Com a dupla filiação, elas passam a ser beneficiárias de tudo o que eu tenho e de tudo que a Munira tem e terão direito a tudo, igual a filhos de casais héteros", afirmou. Emocionada, ela agradeceu às advogadas Maria Berenice e Viviane Girardi, que atuaram no caso.

"Agora nós vamos rezar para que não haja nenhum recurso", disse Maria Berenice. "Entrei com a ação quando a mãe ainda estava grávida e pedi que quando nascessem fossem registradas em nome das duas. A Justiça nem decidiu isso a tempo e quando as crianças nasceram só permitiu que fossem registradas com o nome da mãe gestacional. O juiz mandou que fosse feito até exame de DNA, ficou comprovado que a filiação é mesmo da Munira e saiu a sentença, que foi publicada anteontem."

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*Acompanhamos a história das duas desde a gestação e como foi delicioso receber esta notícia.
Não poderiamos deixar passar batido.
VITÓRIA, VITÓRIA, o grito agora é de alegria, é de vitória mesmo, de êxito.
Somos iguais no amor, na dor, nos impostos, no dia a dia, no trabalho, nas compras no super-mercado, no suor, nas coisas simples e pouco a pouco seremos iguais perante a lei.
A guerra é dividida em batalhas e contra as diferenças, mais uma foi vencida.

Muita saúde, alegria, prosperidade e amor pra todas as familias GLBT'S do mundo inteiro.

Peço a Deus que derrame suas bençãos e sua sabedoria a nós todos, as autoridades e a essa familia linda que agora é "reconhecida judicialmente" pois já era uma familia mesmo antes do nascimento dos bebês.

Bjos no coração.

3 de janeiro de 2011

Um ano, muitas lições

É não tem como escapar, mas um ano foi embora.

Mas esse ano (2010) pra nós foi bem diferente, muito bom por sinal porque nos ensinou muito e mostrou o quanto é importante termos tolerância, ouvidos para OUVIR e paciência.

Tolerância: descobrimos que é necessário muito mais do que amor para mantermos um casamento feliz.

Ouvidos: para ouvir e não só para escutar, quando ouvimos aprendemos, tiramos lição e quando apenas escutamos entra por um ouvido e sai pelo outro.

Paciência: para esperar, esperar a hora certa, o momento certo. Há tempo para plantar e tempo para colher. Não há como pular fases e nem queremos, precisamos esperar e fazer as coisas acontecerem.

 Oi filhos, a mamãe Rê as vezes fala muito né? Mas já é na esperança de que vcs estejam nos ouvindo.

Eu já escrevia em outros diários: Amo os filhos que vou ter. A diferença é que antes parecia um sonho tão distante e agora não, as mamães já pensam como se vcs já estivessem chegando a qualquer momento rs.

No final de 2010 a mamãe Rê não se lamentou porque o ano vai acabar e logo será mais um aniversário e ficarei mais velha. Não, agora não me lamento mais e sim comemoro, sei que o tempo que teremos juntos é infinito perante o período que tivemos sem vcs e que nada no mundo mudará nossas condições de mães e filhos e isso me deixa feliz.

Sei que mais um ano de vida, um ano a menos de espera e isso é bom dentro de mim.

Depois que a mamãe criou o blog muita coisa legal já aconteceu. Já encontrei tantas familias legais igualzinho a nossa, estamos acompanhando todas com muito carinho e me sinto próximas delas também, familias que não são tão igualzinho mas que tem muito em comum, amor e respeito. E já recebemos vários e vários comentários virtuais e pessoalmente (por pessoas que nos surpreenderam) referente a vinda de voceis. É...pode acreditar o universo está conspirando ao nosso favor e voceis serão muito bem vindos por nós e por tantas outras pessoas queridas.

No ano de 2010 a maior lição entre todas foi a paciência: esperar o tempo certo, esperar e esperar. As mamães estão decidindo qual é o tempo certo pra voceis chegarem. Eu acho que são mais 6 anos e a mamãe Ká me surpreendeu quando falou 2 anos, porque não vai dar pra esperar tanto, é muito tempo (principalmente por vários e vários sonhos que tivemos com voceis, já aconteceu de sonharmos na mesma noite com voceis sem antes de dormir termos feito um só comentário). Então veremos ainda tá bom, mas já posso garantir que não serão 6 anos, voceis virão antes. As mamães querem antes e voceis também querem (já sabemos).

Dois comentários foram muito válidos e importantes também:

O 1º da titia Fran (mamãe da priminha de vcs, Ana Clara), que depois de uma maravilhosa conversa falou com muita simplicidade: Não compliquem, não coloquem tanto impecílio, não dá pra ter tudo o tempo todo, tenham aquilo que é necessário, mas não esperem o 100%, o tempo não espera, ter filhos é simples e todo o resto vem depois. Voceis serão mães tão boas e vão conseguir dar tudo o que eles precisam, voceis vão ver. ( A mamãe Rê se emocionou).

O 2º da titia Vi (uma amiga muito legal e importante para as mamães), ela escreveu: Com certeza essa sementinha já foi plantada em voceis, mesmo ainda não sendo um feto, Deus já plantou essa sementinha que já existe dentro de voceis.

Filhinhos mesmo sem apoio trariamos voceis ao mundo, mas, Deus em sua infinita bondade já está plantando essa sementinha do respeito, do amor em muita gente. Então agora não sou só eu que amo os filhos que vou ter: voceis já tem mais que uma familia agora é só esperar um pouquinho mais.

Que o ano de todas as mamães e futuras mamães e papais seja um ano maravilhoso e transformado pelo amor. Que 2011 seja repleto de sáude, paz, respeito e prosperidade para todas as familias coloridas ou não, que já tenham seus filhotes ou ainda os aguardam como nós.

Um beijo no coração.

22 de dezembro de 2010

Então é Natal

E lá se vai mais um diaaaa...ohhhh,

Não tem como não sentir este clima, esta energia que o mundo respira neste momento.

Então é Natal, como num piscar de olhos o ano finaliza mais uma vez e aí paramos para pensar o que fizemos durante o ano, em que erramos, o que precisamos melhorar, em que gastamos mais ou economizamos sem propósito algum.

Eu particularmente adoro esta data e acredito muita nesta coisa de energia das pessoas e do universo, acredito no cruzamento dessas energias e acredito no poder da atração e das palavras.

Desejo que todos possam então atrair paz, amor, sáude, prosperidade, saúde ambiental e espiritual, felicidade, alegria, gargalhadas, sonhos e realizações, familias coloridas ou não, mas, cheias de respeito. Que possamos atrair mais tolerância, consolo aos que choram seja por saudade, perda, fome e que possamos de alguma forma servir de consolo a alguém também.

Que sejamos capazes de atrair ou causar lágrimas de alegria, luz, conhecimento intelectual, espiritual e emocional. Que sejamos capazes de nos colocar no lugar do outro na alegria ou na tristeza.

Desejo que para cada saudade haja o reencontro e cada familia (mesmo composta de uma só pessoa) sinta como é abençoada por Deus.

Quero este ano atrair o amor ao coração daqueles que não tem nada a perder e ficam por aí destruindo familias. Peço a Deus que seus corações sejam tocados. Que os rejeitados, enrustidos (em todos os sentidos) gastem sua energia em coisas que possam edifica-los e tira-los deste escuro que eles mesmo se colocam. Que tantas luzes que enfeitam a Av. Paulista ou de qualquer lugar do Brasil toque o coração dessas pessoas trazendo a consciência de que para cada escolha há uma concequência terrestre ou divina.

Que a gratidão esteja no coração de cada um de nós e que possamos buscar as coisas integras, amaveis e louvaveis buscando assim nos aproximarmos de nosso Deus (seja qual for a crença e o Deus de cada um).

Que todo estes desejos e sentimentos permaneçam por todo o ano que se inicia entendendo que devemos buscar a nossa melhora como seres humanos e claro, que possamos continuar imperfeitos se não, tudo isso perde a graça rs.

Que os bebês que estão chegando venham com muita saúde e que ano que vem possamos acomponhar o crescimento de mais e mais familias (em especial as coloridas), quero acompanhar a chegada dos bebês e esperar com paciência e cautela a hora dos nossos.

Desejo que ano que vem estejamos juntas pessoal ou virtualmente continuando o nosso processo de crescimento.

Bjos a todos que nos acompanham e se não nos falarmos já sabem, feliz Natal e Um próspero Ano Novo.



8 de dezembro de 2010

Tia tem um pouco de Mãe

Eu sempre achei que o diálogo com as crianças é muito importante, mas desde que me tornei tia isso se fez prática valiosa.

As crianças nos surpreendem...Minha sobrinha mais velha já me deixou e ainda me deixa de cabelo em pé.

No ínicio do namoro a caminho da festa de aniversário de outra sobrinha (por parte da Ká) a mais velha me perguntou: Tia, a senhora namora? E eu respondi: Sim, na lata. Ela continuou: Homem ou mulher?

Titubie rs, confesso, eu não esperava e nem desconfiava que ela já ouvisse falar sobre nós e pesou porque na verdade não sabemos que tipo de educação os pais querem dar (e nisso não podemos interferir). Respeirei fundo, suei frio, respirei mais uma vez e pensei: a melhor coisa é não mentir. Respondi: Com uma mulher.

Ela: Mas tia, a senhora tem que namorar homem!
Eu: Porque?
Ela: Imagina, a senhora entrando na igreja de noiva e ela de noivo? Eu quis rir, achei tão bonitinho, mas aguentei, a conversa era séria.
Eu: Mas a Ká, não precisa entrar na igreja de noivo. Vc não sabe que ela é uma mulher? a vovó, o vovô e todos os parentes e amigos da titia, não sabem que é uma mulher? então a tia não precisa mentir ou desfarçar pra ninguém.
Ela: Mas tia a senhora tem que mudar? Tenho certeza de que uma criança que acabara de completar 7 anos (na época) não pensou isso sozinha, senti que ela estava transferindo apenas aquilo que ouviu de alguém.
Eu continuei: Existem coisas que não há como mudar, por exemplo, de qual cor vc é?
Ela: Branca.
Eu: E de qual cor a tia é?
Ela: Morena.
Eu: E isso tem como mudar?
Ela: Não.
Eu: Mesmo que vc vá a praia e fique bem bronzeada ou a tia fique anos sem tomar sol, qual é a cor original de cada uma? E continuei: Te coisas que realmente não tem como a gente mudar porque Deus fez assim (somos cristãs), mesmo que as vezes a gente até queira, ele fez vc assim branquinha, de cabelos escuros e cacheados, linda, inteligente e me fez assim morena, de baixa estatura e cabelos crespos e não tem como mudar. Com a vaidade mudamos a nossa aparência, mas não mudamos o que realmente somos. Entendeu?
Ela bem feliz e sorrindo: Entendi sim, tia.
E como na época a familia da Ká ainda não sabia, eu falei para minha sobrinha: A familia da Ká ainda não sabe de nós tá bom, então não comentaremos nada na festa: Será um segredo meu e seu, tudo bem?
Ela ficou super animada com "um segredo meu e seu", ficou tão feliz e disse sim na hora e completou: Tia ela é muito bonita e legal e o que importa é que senhora a ama e ela te ama e te faz feliz, né? E entramos na festa.

Outro dia com ela também em uma coisa corriqueira eu falei: Não filha! Não faz isso. ( Sempre tive o costume de chama-la assim de vez enquando).Mas...as crianças nos surpreendem.

Ela parou, me olhou e falou: Tia você me chamou de filha? Mas eu não sou sua filha!
Eu respondi: Você é um pouco minha filha sim, eu tenho responsábilidades com você, nós conversamos, temos que nos respeitar, a tia ama você, te defenderia em qualquer lugar de qualquer pessoa, você é um pouco de mim, você também é um pouco minha.

Ela respondeu sorrindo: Ai tia eu gostei tanto que você me chamou de filha, pode me chamar sempre, tá bom?
Tá bom filha, tá bom.

Ai gente não é "corujisse", mas não é pra chorar com uma coisa dessas?

E ela continua me surpreende, me ensina, nos alegra muito, mas deixa para um próximo post.

Bjos