Oi gente, desculpe-me pela ausência.
Estou com saudade do meu cantinho e dos amigos blogueiros. A correria e o cansaço do dia a dia me fizeram ausente, mas estou de volta.
Hoje conversando com minha irmã pelo Skype ela me disse que leu a matéria sobre o STF referente a união estável e ficou super feliz. Também ficamos. E contei a ela uma coisa que também quero comentar aqui.
Estava eu no grupo virtual do Projeto Pequena Sementeira (Grupo de Pais e Mães Homossexuais) e através dele encontrei um blog onde um rapaz postou uma carta maravilhosa para o Bálsanaro. Haviam vários comentários, mas dois deles me chamaram a atenção e me valeram esse post.
Um deles dizia: Vocês (nós homossexuais) não querem ser criticados, podemos criticar, religião, política...mas vocês não!
Ao meu ver criticar depende de cada um, ninguém pensa igual, que bom: Vivam as diferenças. "As diferenças" e não há homofibia, violência. Isso sim é o que não aceitamos.
Em outro comentário (esse me irritou profundamente): Os gays não querem direitos, eles querem super diretos. SUPER DIREITOS?
Então, pergunto eu, o que são super direitos?
Será que poder amar alguém livremente mesmo que, do mesmo sexo é um super direito?
Chorar a morte de sua companheira (o) e ser viúva (o) e não solteira (o), é um super direito?
Será que andar de mãos dadas e não levar um soco inglês do nada, é um super direito?
E quando nos separamos, dividir os bens pelo qual trabalhamos e conquistamos juntas (os), é um super direito?
Quando um homem e uma mulher vivem juntos e ela tem um bebê, mesmo que ele não seja o pai biológico, poderá registrar o bebê sem problema nenhum, sem entrar com um processo judicial. Nós temos que gastar horrores com advogado, gastar tempo e energia para que nossos filhos tenham os benefícios que lhe são de direito. Então será que registrar os nossos filhos, reconhece-los como nosso, reconhecer judicialmente nossas obrigações como mãe e mãe ou pai e pai, é um super direito?
Não ser julgada por dormir com uma mulher em uma entrevista de emprego e sim ser julgada por sua experiência profissional ou capacidade profissional, é um super direito?
Não querer ser insultada ou ver os meus amigos sendo xingados por aí, taxados: BICHA, SAPATONA, SAPATÃO, FRESCO, VIADO ou qualquer desses comentários que ouvimos por aí...assim como uma pessoa negra não quer ser chamada de PRETO (porque é cor e não raça), assim como o JAPONÊS não quer ser chamado de amarelo, ou sei lá o quê, é um super direito?
Realmente acho que não entendi o que quer dizer SUPER DIREITO.
E nem quero entender, porque é tão difícil as pessoas entenderem que não importa com quem eu durma, não importa o que acontece em quatro paredes, sou cidadã como qualquer uma. Não sou menos ou mais mulher por isso, não sou menos humana por isso.
Não importa se a pessoa é uma prostituta, se se relacionou sexualmente com alguém antes de casar, se casou virgem, não importa, pela constituição todos somos iguais e queremos isso em prática.
Se um (a) pedófilo (a), um (a) assassino (a), um (a) assaltante, um (a) traficante querem se casar com alguém do sexo oposto, tudo bem. Se um pedófilo quer ter um filho e registrá-lo em seu nome, tudo bem.
Direitos humanos, não podemos tirar os direitos de nenhum cidadão do bem ou do mal.
O que é que fazemos de tão errado que precisamos sair em passeatas, lutar tanto, chorar tanto, ver pessoas morrerem, simplesmente por AMAR...AMAR alguém do mesmo sexo.
Os direitos que nós homossexuais queremos não precisaria de toda essa luta se simplesmente podessemos viver como QUALQUER cidadão.
Bjos
Bom domingo a todos.
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22 de maio de 2011
29 de março de 2011
Por uma infância sem preconceito
Eu encontrei a propaganda desta campanha no blog: Maternidade Lésbica e linkei.
Ler o título da campanha me fez olhar para dentro de mim, principalmente depois que li no blog que visitei: Desabafo de mãe, o blog, que é dificil admitirmos que somos preconceituosos. Achei verdade pra mim.
Confesso que antes eu tinha preconceito por Japoneses, achava tantas coisas sobre eles, mas um belo dia conheci uma pessoa no trabalho que é descendente, olhei pra ela muitas vezes e pensei, vou me deixar levar, vou me dar esta chance.
Foi uma experiência maravilhosa, ela é uma pessoa maravilhosa, simples, temos tantas coisas em comum, já choramos juntas pelas injustiças que passamos ou pelo extress do trabalho não reconhecido e melhor do que sermos simples colegas de trabalho, acreditamos na nossa amizade longe dali.
Contei a ela que ANTES eu tinha preconceito sobre os Japoneses e que minha visão mudou não apenas por que ela é uma pessoa maravilhosa, mas também porque eu me dei esta oportunidade, olhei pra dentro de mim, reconheci essa forma pequena de pensar e me lembrei da minha crença: Somos iguais, filhos de Deus, temos a morte como única certeza da vida.
Eu sabia que não era muito chegada mas não havia reconhecido que era preconceito. Coisa boba, pensava mesmo que eles é que são preconceituosos conosco, quando na verdade não posso de jeito nenhum generalizar.
Sei que esta campanha deveria ser divulgada apenas até 28.03, mas resolvi colocar o título desta postagem para contar um pouquinho desta história que pra mim foi muito importante.
Nossos filhos terão opiniões e personalidades mas queremos ensiná-los e educa-los da melhor forma
Nossos filhos terão opiniões e personalidades mas queremos ensiná-los e educa-los da melhor forma
possível, com bons valores, então, isso já tem que partir do nosso exemplo.
Bjos
13 de dezembro de 2010
Digo SIM
Na quinta feira convidada pelo irmão fui dar uma volta na Av. Paulista, olhar os enfeties de natal, conhecer a árvore gigante em frente ao parque Ibirapuera e foi lindo. A noite estava linda e tudo está com clima de fim de ano, cheiro de Natal, cheiro de verão próximo. Adorei.
Minha cunhada não conhecia ainda a Av. Paulista, ela está em São Paulo à pouco mais de 2 anos, minha sobrinha também estava conosco, aquela que citei no último post (ela é do primeiro casamento do meu irmão). Tiramos fotos, comemos pipoca doce e apreciamos as lindas luzes de natal.
Apresentei a avenida pra ela (inclusive já mostrei a travessa onde está localizada a maternidade que nossos futuros filhos nascerão, rs), falei do lugares culturais, das coisas legais, de um mundo de coisas encontradas ali, acabei na verdade contanto um pouquinho da nossa história (minha e da Ká) que começou ali, dos barzinhos, baladas próximas, das pessoas legais e cheias de cultura que transitam por ali. Mas no final não teve como não comentar os fatos de violências que tiveram como palco a mesma avenida cheia de coisas interessantes.
Comentamos por alto e minha sobrinha ficou calada. Quando já estavamos na Av. 23 de Maio retornando pra casa e depois de milhares de outros comentários, lá vem a minha sobrinha (agora mais crescidinha):
Ela: Tia, sabe aquilo que aconteceu na Paulista, que um rapaz agrediu o outro, achei muito chato aquilo. Se uma pessoa não gosta de como a outra é, é só não olhar pra ela, ué? e eu a deixei falar sem a interromper...Se uma pessoa é EMO por exemplo e a outra não gosta, não precisa bater nela, é só não olhar pra ela, não falar com ela sei lá, mas ninguém tem O DIREITO de agredir de bater ou xingar.
Eu respondi: É sim, vc tem razão, cada um tem o direito de se vestir, de ouvir as músicas que gosta, de ter o seu estilo, de se sentir a vontade. Cada um é diferente do outro.
Ela: Eu sou diferente da senhora, a senhora é diferente de mim ou da vovó.
Eu: De todo mundo, né. Olha eu achei muito chato também, é uma grande falta de respeito. As pessoas tem que se respeitar, é o mínimo. E com certeza se um dia vc fizer uma coisa dessas (acho q não, pq ela é uma menina muito dócil e sensível, mas devemos orientar sempre) não passaremos a mão na sua cabeça (meu irmão concordou), vc terá que responder por isso, porque o que aconteceu foi muito grave.
E então continuamos conversando sobre várias coisas, mas o meu pensamento não parou.
Nos últimos dias alguns acontecimentos tem tomado os horários jornalisticos na TV ou na internet e eu não posso ficar calada diante de um comentário que ouvi na televisão dos pais do agressor daquele caso na Av. Paulista. Em uma das entrevistas a mãe falou: Isso foi uma infantilidade. Em outra o pai do agressor na delegacia disse com descaso: Há, até que não foi tão grave assim!
Peraí! Não foi tão grave assim? Foi uma infantilidade? Em que mundo será que eles estão?
Ah, já sei, no mundo em que o agredido não foi o filho deles.
Cheguei a comentar para a Aggy e Bel (minhas duas mamães) que é ridiculo ter que criar uma lei em que as pessoas respeitem as outras. Isso não É mais que a obrigação de cada um, mas como somos obrigados a criar leis que dêem um pouco mais de educação e puna devidamente os envolvidos em casos como estes eu digo SIM a lei PLC 122/2006, já votei e votarei quantas vezes forem necessárias.
Digo sim por mim como pessoa, por nós como casal.
Digo sim por meus pais que querem sua filha transitando por aí tranquilamente com a namorida.
Digo sim pelos nosso irmãos que com certeza nos apoiam e nos amam.
Digo sim pela minha sobrinha que quer ter por muitos anos sua tia ao seu lado para conversar e desbravar esse mundo.
Digo sim por nossos filhos que virão e querem suas mamães inteirinhas para ama-los e educa-los.
Digo sim ao RESPEITO, DIREITO DE IR E VIR, A IGUALDADE, A PUNIÇÃO para os responsáveis por atos de crueldade, mal caratismo, vandalismo, agressão, intolerância como este. A periculosidade que um individuo como este traz a sociedade e ainda temos que ouvir que foi uma infantilidade. Não mamãe do agressor, não foi infantilidade, não há nada de ingenuidade e inocência no que seu filho cometeu. Infantilidade é uma criança no banco de traz do carro falar que foi CHATO o que seu filho cometeu. Porque não foi chato, foi CRIMINOSO.
Eu espero sinceramente que nenhuma outra pessoa precise sofrer pra que as autoridades tomem atitude.
Espero que familias inteiras estejam juntas pelo bem. E que cada uma delas ao se deparar com uma cena como essa use a Empatia: Nossa, poderia ser meu filho, poderia ser eu.
Boa semana a todas,
Rê
Minha cunhada não conhecia ainda a Av. Paulista, ela está em São Paulo à pouco mais de 2 anos, minha sobrinha também estava conosco, aquela que citei no último post (ela é do primeiro casamento do meu irmão). Tiramos fotos, comemos pipoca doce e apreciamos as lindas luzes de natal.
Apresentei a avenida pra ela (inclusive já mostrei a travessa onde está localizada a maternidade que nossos futuros filhos nascerão, rs), falei do lugares culturais, das coisas legais, de um mundo de coisas encontradas ali, acabei na verdade contanto um pouquinho da nossa história (minha e da Ká) que começou ali, dos barzinhos, baladas próximas, das pessoas legais e cheias de cultura que transitam por ali. Mas no final não teve como não comentar os fatos de violências que tiveram como palco a mesma avenida cheia de coisas interessantes.
Comentamos por alto e minha sobrinha ficou calada. Quando já estavamos na Av. 23 de Maio retornando pra casa e depois de milhares de outros comentários, lá vem a minha sobrinha (agora mais crescidinha):
Ela: Tia, sabe aquilo que aconteceu na Paulista, que um rapaz agrediu o outro, achei muito chato aquilo. Se uma pessoa não gosta de como a outra é, é só não olhar pra ela, ué? e eu a deixei falar sem a interromper...Se uma pessoa é EMO por exemplo e a outra não gosta, não precisa bater nela, é só não olhar pra ela, não falar com ela sei lá, mas ninguém tem O DIREITO de agredir de bater ou xingar.
Eu respondi: É sim, vc tem razão, cada um tem o direito de se vestir, de ouvir as músicas que gosta, de ter o seu estilo, de se sentir a vontade. Cada um é diferente do outro.
Ela: Eu sou diferente da senhora, a senhora é diferente de mim ou da vovó.
Eu: De todo mundo, né. Olha eu achei muito chato também, é uma grande falta de respeito. As pessoas tem que se respeitar, é o mínimo. E com certeza se um dia vc fizer uma coisa dessas (acho q não, pq ela é uma menina muito dócil e sensível, mas devemos orientar sempre) não passaremos a mão na sua cabeça (meu irmão concordou), vc terá que responder por isso, porque o que aconteceu foi muito grave.
E então continuamos conversando sobre várias coisas, mas o meu pensamento não parou.
Nos últimos dias alguns acontecimentos tem tomado os horários jornalisticos na TV ou na internet e eu não posso ficar calada diante de um comentário que ouvi na televisão dos pais do agressor daquele caso na Av. Paulista. Em uma das entrevistas a mãe falou: Isso foi uma infantilidade. Em outra o pai do agressor na delegacia disse com descaso: Há, até que não foi tão grave assim!
Peraí! Não foi tão grave assim? Foi uma infantilidade? Em que mundo será que eles estão?
Ah, já sei, no mundo em que o agredido não foi o filho deles.
Cheguei a comentar para a Aggy e Bel (minhas duas mamães) que é ridiculo ter que criar uma lei em que as pessoas respeitem as outras. Isso não É mais que a obrigação de cada um, mas como somos obrigados a criar leis que dêem um pouco mais de educação e puna devidamente os envolvidos em casos como estes eu digo SIM a lei PLC 122/2006, já votei e votarei quantas vezes forem necessárias.
Digo sim por mim como pessoa, por nós como casal.
Digo sim por meus pais que querem sua filha transitando por aí tranquilamente com a namorida.
Digo sim pelos nosso irmãos que com certeza nos apoiam e nos amam.
Digo sim pela minha sobrinha que quer ter por muitos anos sua tia ao seu lado para conversar e desbravar esse mundo.
Digo sim por nossos filhos que virão e querem suas mamães inteirinhas para ama-los e educa-los.
Eu espero sinceramente que nenhuma outra pessoa precise sofrer pra que as autoridades tomem atitude.
Espero que familias inteiras estejam juntas pelo bem. E que cada uma delas ao se deparar com uma cena como essa use a Empatia: Nossa, poderia ser meu filho, poderia ser eu.
Boa semana a todas,
Rê
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